Filme: A Outra História Americana

Antes de tudo quero deixar claro que isso não é uma SINOPSE, é o meu ponto de vista.
    Agora sim, Oi galera! Belezinha? Hoje vou fazer uma "resenha" sobre um filme que vi e que me fez repensar em muitas coisas. Não são todos os filmes que eu resenho aqui no blog, mas acho que deveria fazer isso mais vezes, pensarei no caso... Enfim. 
   A Outra História Americana é um filme forte, um filme que você tem que estar disposto a ver claramente a realidade, não só de hoje, mas também de antigamente. Um filme que fala de preconceito, de neo-nazismo, que faz você repensar em qualquer atitude racista que você tenha cometido (por mínima que seja) e se arrepender amargamente. Uma coisa que eu quero dizer, fugindo um pouco do foco da resenha, mas não completamente do filme é que as pessoas aqui no Brasil (provavelmente em outros países também) esquecem que nos dias de hoje você dizer que é racista é algo sem serventia alguma,  nós somos obrigados a conviver com as mais diversas culturas, nós vivemos num misto de etnias, tratar uma pessoa diferente por causa de uma doutrina que você acha bacana, ou até mesmo pela aparência é algo triste. Bem, continuemos.

    Tudo começa com Derek (Edward Norton) que é o filho mais velho de uma família americana de classe alta que teve seu pai assassinado num bairro negro. A partir de então, Derek começa a exibir um sentimento de ódio e ira contra os negros, acreditando que eles só trouxeram desajustes sociais e tiraram os direitos de um país "justo e LIMPO", achando que tudo que ocorre no mundo de trágico, seja até a ausência trabalho é culpa deles, acreditando firmemente que eles são apenas um peso no país. 
  Derek, que era a referência de Dan (irmão mais novo do Derek), vai preso e deixa o irmão sozinho para encarar a vida. Dan se envolve no mesmo grupo neo-nazista e começa a ter problemas na escola, até o dia em que Derek sai da prisão como um homem completamente diferente.
Como Dan é o narrador da história, ela é baseada no seu próprio conceito sobre o irmão e a realidade em que vive. Apesar de no filme os irmãos parecem fortes, demonstram uma fragilidade imensa, pois são bastante influenciados e fáceis de manipular. Um exemplo disso está na cena em que Derek, ainda jovem, está contando empolgado sobre como se sentiu instigado a estudar pelo seu novo professor. O pai de Derek (um homem sem muita instrução e preconceituoso) o questiona com um discurso campestre, mas que é o suficiente para modificar a opinião inicial do primogênito. Oras, anos depois, Derek seria novamente manipulado por Cameron e se tornaria um neo-nazista. 
 E finalmente, mudaria de ideia após um novo encontro com seu antigo professor e por suas próprias experiências negativas com seu estilo de vida. Com Dan é a mesma coisa. Cansado de ser apenas o reflexo do irmão, decidiu seguir os mesmos passos. Foi manipulado por Cameron, mas sua vontade para participar daquele grupo era apenas o amor e admiração pelo irmão. Tanto, que quando Derek conta suas experiências, ele muda de opinião drasticamente. No desfecho, quando tudo parece estar normalizado, uma cena muito triste acontece por consequência do passado.
Por fim, é um filme que vale muito a pena ver. Vejam, repensem, e comentem comigo o que acharam.

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